AUTODETERMINAÇÃAO A

“Este é um mundo de executivos visionários, médicos idealistas, cientistas de dados, vendedores inteligentes e pacientes assediados porque dados médicos são tão ou mais vitais para o comércio e para a ciência quanto são potencialmente perigosos para o bem-estar do indivíduo” (Adam Tanner)

Os negócios estão cada vez mais dependentes dos dados dos indivíduos. De pequenas gotas fornecidas diariamente por cada um de nós para as mais variadas empresas surge um oceano de informação que se corretamente tratada tem valor comercial de diamante.

De um lado a ciência que enxerga os dados médicos como fonte de pesquisa para evolução de tratamentos, por outro um mercado que os trata como fonte de lucro há ainda um terceiro elemento nessa relação, o paciente, é ele que pode ser o mais prejudicado mas também o mais beneficiado pelo uso desses dados.

Um exemplo de como esse tipo de informação ao ser ventilada pode prejudicar o indivíduo aconteceu com o ator Charlie Sheen que após ser diagnosticado com HIV foi vítima de #extorsão por cerca de quatro anos, que lhe custou muito transtorno e cerca de $ 10 mi.

Não há mais como simplesmente proibir o uso desses dados, é algo inviável que beira ao impossível. Assim, resta-nos construir alternativas legais e soluções tecnológicas para que o tratamento de dados seja feito de forma ética. Legalmente é provável que o melhor caminho seja oferecer garantias concretas de #autodeterminação informativa aos indivíduos. Tecnologicamente uma solução possível é a utilização de #blockchain – apesar das discussões sobre a sua sustentabilidade energética –  em artigo publicado na página do #Serpro a utilização dessa tecnologia é uma possibilidade para “permitir que dados médicos […] sejam digitalizados e fiquem disponíveis para toda rede, mas com o acesso controlado pelo paciente”. Seria essa também uma forma de impedir que esses dados fiquem em bases de dados esparramadas nos mais diferentes locais que armazenam dados médicos e que são alvos fáceis para atacantes e também para aqueles que de má-fé resolvam comercializar essas informações. #direitodigital #tech #techandlaw #health #ehealth #lawstudents

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