Segurança da Informação: como proteger seu patrimônio!

Primeiro de uma série de três posts falando sobre ações para proteger os seus dados e consequentemente seu patrimônio.

Se preferir ver um resumo em vídeo dessa primeira parte, acesse aqui.

Em uma entrevista recente uma jurista portuguesa afirmou: “os negócios gerados em torno dos dados pessoais são o novo petróleo…” (https://www.publico.pt/2018/02/04/sociedade/entrevista/os-negocios-gerados-em-torno-dos-dados-pessoais-sao-o-novo-petroleo-1801738).

E ela não exagerou: você sabia que o maior patrimônio das gigantes da tecnologia, entre  elas Google e Facebook não são seus prédios nem seus produtos? O maior ativo delas são os dados pessoais e empresariais que elas possuem.

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https://pixabay.com/pt/queda-furac%C3%A3o-dinheiro-finan%C3%A7as-163496/

Na atualidade informações como nosso nome, nossos gostos e principalmente dados sobre nossa saúde tem valor monetário maior do que podemos imaginar. Esse valor varia entre poucos centavos de dólar até muitos dólares.

A comercialização dessas informações se dá tanto na Internet que conhecemos quanto na Deep Web e por isso bancos de dados empresariais estão se tornando os alvos preferidos do cybercriminosos.

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https://pixabay.com/pt/hacker-personagem-de-desenho-animado-2948402/

É interessante sabermos, contudo, que o uso indevido desses dados é motivo para reparação de danos. De acordo com o Marco Civil da Internet os dados de uma pessoa somente podem ser utilizados diante de seu consentimento expresso e para o fim único para os quais forem coletados.

O mesmo Marco Civil da Internet prevê que todos que coletam, armazenam ou tratam dados são responsáveis por eles, ou seja, em caso de vazamentos indevidos ou mesmo de comercialização desse tipo de informação, a pessoa proprietária dos dados terá direito à indenização que deverá ser paga por quem não cuidou direito da informação que tinha sob sua posse. Essa responsabilidade via de regra é objetiva, ou seja, são poucos os casos em que o possuidor das informações conseguirá se eximir de indenizar o proprietário dos dados.

À primeira vista o prejuízo nem parece tão grande, afinal de contas o nosso judiciário não costuma conceder grandes valores para reparar danos morais, contudo, é preciso pensar que em regra os bancos de dados não possuem apenas um registro, mas de centenas a milhares. Neste caso e os valores de possíveis ações de reparação podem atingir grandes cifras podendo comprometer a saúde financeira do empreendimento.

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Para evitar que esse tipo de situação aconteça vou lhe dizer algo que parece simples, mas muito importante: invista na educação digital de seus colaboradores! Este é um dos fatores relevantes para minimizar os riscos de ataque. Por que? Colaboradores não treinados utilizam mal a tecnologia que tem a sua disposição e colocam em risco o seu patrimônio e a sua imagem ao acessar conteúdos que não fazem parte do seu negócio criando inúmeras vulnerabilidades para o seu sistema.

No próximo vídeo vamos explicar como contratos certos podem minimizar seus riscos.

Quer saber mais sobre o assunto? Siga-nos nas redes sociais: @guardedireito no Instagran e também no Facebook www.facebook.com/angelamariarosso. Se preferir pode nos contatar pela nossa página www.guardedireito.com/contato.

Abraço! GuardeDireito e até mais.

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